Como a realidade aumentada pode mudar nossa relação com música

Com tantas tecnologias disponíveis hoje em dia, são muitas as possibilidades de proporcionar novas experiências para as pessoas. Em um cenário onde 78% dos millennials prefere gastar com isso e com eventos em vez de bens físicos, tornam-se necessárias inovações no mercado – principalmente quando o assunto envolve música.

É verdade que o streaming democratizou o acesso aos artistas, mas ainda é necessário proporcionar formas para aumentar a interação ou oferecer experiências que envolvam o lado emocional. E é aí que entra a realidade aumentada.

Aliás, cabe aqui uma pequena ressalva: não confunda realidade virtual com realidade aumentada. A primeira é uma experiência mais imersiva, que vai transportar você para outro lugar, vivendo coisas que não existem. Já a segunda vai pelo caminho inverso: trazendo para nosso mundo elementos que não estão ali.

Mas, afinal, como a realidade aumentada pode mudar a indústria da música? Segundo a Forbes, existem algumas formas principais:

1 – Pelos clipes

Imagina ver um clipe que acontece todo na sua casa! Isso é uma das possibilidades que a realidade aumentada oferece, aproximando os artistas dos fãs mesmo que por meio de tecnologia.

Aliás, já até existe um app que transforma sua casa em um vídeo saído direto dos anos 80! Lembra da estética de “Take On Me”, do A-ha? Então, ela deu vida a um app que dá uma repaginada na sua casa. Para sair cantando junto!

2 – Para ensinar música

Ensino à distância existe e funciona para muitas coisas, mas música não é uma delas (ainda) – claro que alguns tutoriais ajudam bastante, mas a experiência peca um pouco pela falta de feedback.

Daqui a alguns anos, vai ser possível aprender piano com Elton John ou pedir algumas aulas de guitarra para Keith Richards! Com isso, os desenvolvedores da tecnologia pretendem despertar o interesse de novas gerações para a educação musical.

3 – No marketing… e para criar experiências

A verdade é que o marketing possui também essa função de criar experiências, quando as mesmas estão relacionadas ao branding do artista ou de alguma marca. E aqui o leque de opções parece ainda maior.

De conteúdos exclusivos a serem encontrados pela cidade (imagine juntar fitas para compor um clipe e assistir antes de todo mundo!) até uma experiência ao vivo completamente nova, com as letras das músicas acompanhando o ao vivo ou elementos do clipe tomando conta do palco por meio da realidade aumentada.

Como você sabe, a ideia do Musicalize é exatamente essa: a de transformar a experiência das pessoas nos shows. E nós começamos a trazer a RA para aproximar as pessoas de seus artistas preferidos!

Para o show do Maroon 5 em Curitiba, criamos um game em parceria com o Win Win. Assim, descobrimos a maior fã da banda californiana pela seguinte mecânica: quem capturasse mais ingressos virtuais, viveria toda a experiência Musicalize envolvendo esse show – desde ir em uma limusine até aproveitar a apresentação de pertinho, sem se preocupar com filas ou perrengues.

Olha só como funcionou:

“Foi muito gratificante, confesso que no começo pensei que seria uma ‘furada’, que o aplicativo iria travar ou consumir muitos dados de internet, mas superou de longe as expectativas. Caçar os ingressos foi muito criativo, eles estavam pelo parque todo, em nenhum momento falhou e confesso que, apesar de cansativo, foi bem divertido, também proporcionou uma interação maior com os outros concorrentes”. Foi assim que a Madlei, ganhadora da promo, definiu a experiência dela com essa nova forma de interagir com seus shows preferidos.

Aliás, a experiência como um todo foi nova. “A Musicalize nos tirou da fantasia e concretizou o sonho mais que perfeito, ir a um show como princesa, tratada de forma especial e exclusiva, sem perrengue, sustos ou decepções… Ao final, por dias lembrar da melhor experiência musical que já tive”.

O fato de depender da determinação também foi um diferencial para ela – até porque, pelo app, ela podia acompanhar quantos pontos cada pessoa tinha. “Quando comecei a caçar os ingressos e ver o ranking em tempo real, foi mais motivador ainda, porque acaba tirando aquela ideia de ‘quem sabe eu ganho’ e dando outra perspectiva, apresentando chances reais daquilo se concretizar. Não precisa contar com a sorte”.

As possibilidades que se abrem para o futuro são promissoras e diversas. Essa foi apenas a primeira de muitas experiências que ainda virão por aí.

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